sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Igreja Inclusiva ou Igreja Gay?

Hoje em dia ouço falar muito sobre Igrejas Inclusivas e Teologia Inclusiva, mas o que seria uma igreja inclusiva?


Antes de tudo é muito importante lembrar que uma igreja inclusiva não se restringe a uma determinada classe ou grupo de pessoas, ela é aberta para a diversidade do ser humano (pobres ou ricos, brancos ou negros, crianças ou idosos, heterossexuais ou homossexuais). A teologia inclusiva é voltada para todas as pessoas que são excluídas da sociedade.
O conceito de igreja inclusiva tem sido muito deturpado, principalmente pelas igrejas tradicionais (fundamentalistas). Igreja inclusiva não é "igreja gay", mas uma igreja onde todos os que foram excluídos de suas igrejas de origem podem novamente pertencer a uma comunidade de fé. Se as igrejas inclusivas são de maioria LGBT, é porque é grande o preconceito sexual, grande é a homofobia, que tem impedido que os heterossexuais se acheguem. Contudo, muitas das igrejas inclusivas já têm heterossexuais integradas na comunidade confessando a mesma fé em Jesus Cristo.
Com o trabalho dessas igrejas, percebo que cada vez mais cresce a restauração dos laços familiares: pais e filhos têm encontrado novamente o diálogo, o amor, a compreensão, enfim, estão restaurando o convívio familiar que outrora não tinham.
Não tenho dúvidas que as igrejas inclusivas têm proporcionado ao povo excluído um lugar seguro e saudável para cultuar e exercer a sua fé.

Conheça mais sobre as igrejas inclusivas através do site:
http://www.ccne.org.br/
http://www.ceavito.com/

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Justiça do Trabalho fecha o cerco contra descumpridores da Lei de Cotas

O Tribunal Superior do Trabalho confirmou que o Ministério Público do Trabalho pode propor Ação Civil Pública contra empresas que descumprem o artigo 93 da Lei 8213/91, que obriga as empresas a contratarem pessoas com deficiência, a chamada Lei de Cotas.
O MPT pediu a condenação da empresa Localiza Rent Car para ser multada em R$ 10 mil reais por vaga não preenchida, caso não cumprisse o percentual definido por lei no prazo de um ano de início da ação.
Ela tramitou na 9ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG), teve sentença favorável no TRT – 3ª Região (MG) e desfecho no TST, onde o Relator da Quinta Turma, Ministro Brito Pereira, afirmou que “o Ministério Público atuou para assegurar o princípio constitucional de isonomia, promovendo a inserção no mercado de trabalho dos portadores de deficiência”. Esta decisão foi publicada em 15/10/09.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

É possível mudar a sexualidade de um gay?

Não. Até porque a sexualidade de uma pessoa não é considerado doença e não há razões científicas para que se tente a conversão de lésbicas ou gays em heterossexuais. Alguns terapeutas que utilizam este tipo de terapia relatam ter mudado a orientação de seus clientes (de homo para hetero). Um exame minucioso de seus relatórios indica, porém, diversos fatores que lançam dúvidas sobre tais "curas": muitas dessas conclusões provêm de organizações com uma ideologia anti-homossexual e não de pesquisadores respeitados na área de saúde mental — charlatanismo.

Em 1990, a Associação de Psicologia Americana afirmou que as evidências científicas não demonstram que a terapia de conversão funcione e que ela pode causar mais danos do que benefícios. A mudança da orientação sexual de uma pessoa não é apenas uma simples questão de mudança do comportamento sexual. Requer, também, a alteração dos sentimentos sexuais, românticos e emocionais, a reestruturação do conceito de si próprio e de sua identidade social e de gênero. Mesmo que alguns profissionais de saúde mental tentem a conversão da orientação sexual, outros questionam a ética da terapia de se tentar alterar um traço que não é doença e é extremamente importante na identidade individual.

Nem todos os homossexuais que procuram terapia desejam mudar sua orientação sexual. Eles podem procurar aconselhamento por qualquer uma das razões que as outras pessoas. Além disso, podem procurar ajuda psicológica para assumirem ou para lidar com o preconceito, a discriminação e a violência. Há, também, casos de bissexuais que estão infelizes com suas experiências homoeróticas: num e noutro caso, o terapeuta deve sempre investir na fixação da orientação sexual que cause maior realização e felicidade ao indivíduo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pessoas com deficiência têm pequena presença nas 500 maiores empresas brasileiras. A maioria localiza-se no Estado de São Paulo

Foi o que detectou o estudo “Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas – Pesquisa 2007”, realizado pelo Instituto Ethos e pelo Ibope Inteligência, entre agosto e novembro daquele ano.

A pesquisa indicou haver pequena presença do segmento nas maiores corporações do Brasil. As contratações estavam muito abaixo até mesmo do percentual exigido pela legislação. Também é muito baixa a representação de pessoas com deficiência em todos os níveis hierárquicos considerados na pesquisa. O quadro funcional tem a situação menos desfavorável, com 1,9% de pessoas nessa condição.
Há ainda um afunilamento hierárquico na passagem do quadro funcional (1,9%) para o de supervisão (0,4%), com uma diminuição de 1,5 pontos percentuais. Nos dois níveis mais elevados, de gerência e do quadro executivo, a presença de pessoas com deficiência se mantém estável, com porcentagens de 0,38% e 0,4%.
Na análise dos resultados, lamenta-se o fato de não ter havido aumento no número de pessoas com deficiência em nenhum nível hierárquico das empresas da amostra em relação à pesquisa anterior, realizada em 2005; nem mesmo no quadro funcional, que exige, de um modo geral, menos qualificação. Aqui, como na gerência, a porcentagem dessas pessoas manteve-se estável; de 2% para 1,9% no quadro funcional, e de 0,4% para 0,38% na gerência, Em dois níveis, houve um expressivo decréscimo: de 4,7% para 0,4% no quadro de supervisão, chefia ou coordenação, e de 1,0% para 0,4% no quadro executivo.

Esta informação está detalhada no livro “Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência – Leis, mitos e práticas de inclusão”, publicado pelo Espaço da Cidadania em Maio de 2008.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Diversidade: O paradigma do novo milênio

As diferenças (ideologicas, culturais, étnicas, entre outras) têm sido gradativamente assimiladas nas relações entre pessoas. Mas esse ainda é um processo complexo, que esbarra em atitudes de preconceito e de intolerância entre os homens, as quais foram arraigadas ao longo de muitos anos. A não aceitação das diferenças de credo, raça, cultura, de orientação sexual, condição física ou intelectual, infelizmente tem condenado muitos grupos de pessoas a marginalização social.
Na sociedade em que vivemos onde a questão da normalidade é definida por um padrão médio de uma população e segue um modelo estatístico, ou seja, os que desviam da chamada "curva do sino" são uma minoria e a sociedade é feita para uma maioria, seria utopia pensar em uma "sociedade para todos"?
A humanidade tem que começar a refletindo seriamente que nunca fomos iguais, somos e sempre seremos diferentes. Isso é real e natural e a diversidade entre homens é que garante a importância da originalidade de cada um de nós e o respeito a nossa individualidade.
Porém o momento atual parece ser favoravel ao questionamento mais crítico, a fim de superar tais atitudes e preconceitos, fortalecendo os príncípios dos direitos humanos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quem só vê a diferença não enxerga a competência

Cada vez mais a sociedade está despertando para a necessidade de se tornarem inclusivas.
Ainda há muito o que avançar, mas já existem iniciativas suficientes para colocar diante do dilema pessoal: e agora, como devo agir com meu colega que é deficiênte ou gay?

Antes de tudo, é preciso ter em mente que não é a deficiência ou a sexualidade dele que dertermina a competência. Tendo esta visão por princípio, as demais barreiras são superadas com naturalidade. 

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