Foi o que detectou o estudo “Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas – Pesquisa 2007”, realizado pelo Instituto Ethos e pelo Ibope Inteligência, entre agosto e novembro daquele ano.
A pesquisa indicou haver pequena presença do segmento nas maiores corporações do Brasil. As contratações estavam muito abaixo até mesmo do percentual exigido pela legislação. Também é muito baixa a representação de pessoas com deficiência em todos os níveis hierárquicos considerados na pesquisa. O quadro funcional tem a situação menos desfavorável, com 1,9% de pessoas nessa condição.
Há ainda um afunilamento hierárquico na passagem do quadro funcional (1,9%) para o de supervisão (0,4%), com uma diminuição de 1,5 pontos percentuais. Nos dois níveis mais elevados, de gerência e do quadro executivo, a presença de pessoas com deficiência se mantém estável, com porcentagens de 0,38% e 0,4%.
Na análise dos resultados, lamenta-se o fato de não ter havido aumento no número de pessoas com deficiência em nenhum nível hierárquico das empresas da amostra em relação à pesquisa anterior, realizada em 2005; nem mesmo no quadro funcional, que exige, de um modo geral, menos qualificação. Aqui, como na gerência, a porcentagem dessas pessoas manteve-se estável; de 2% para 1,9% no quadro funcional, e de 0,4% para 0,38% na gerência, Em dois níveis, houve um expressivo decréscimo: de 4,7% para 0,4% no quadro de supervisão, chefia ou coordenação, e de 1,0% para 0,4% no quadro executivo.
Esta informação está detalhada no livro “Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência – Leis, mitos e práticas de inclusão”, publicado pelo Espaço da Cidadania em Maio de 2008.

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