segunda-feira, 26 de outubro de 2009

É possível mudar a sexualidade de um gay?

Não. Até porque a sexualidade de uma pessoa não é considerado doença e não há razões científicas para que se tente a conversão de lésbicas ou gays em heterossexuais. Alguns terapeutas que utilizam este tipo de terapia relatam ter mudado a orientação de seus clientes (de homo para hetero). Um exame minucioso de seus relatórios indica, porém, diversos fatores que lançam dúvidas sobre tais "curas": muitas dessas conclusões provêm de organizações com uma ideologia anti-homossexual e não de pesquisadores respeitados na área de saúde mental — charlatanismo.

Em 1990, a Associação de Psicologia Americana afirmou que as evidências científicas não demonstram que a terapia de conversão funcione e que ela pode causar mais danos do que benefícios. A mudança da orientação sexual de uma pessoa não é apenas uma simples questão de mudança do comportamento sexual. Requer, também, a alteração dos sentimentos sexuais, românticos e emocionais, a reestruturação do conceito de si próprio e de sua identidade social e de gênero. Mesmo que alguns profissionais de saúde mental tentem a conversão da orientação sexual, outros questionam a ética da terapia de se tentar alterar um traço que não é doença e é extremamente importante na identidade individual.

Nem todos os homossexuais que procuram terapia desejam mudar sua orientação sexual. Eles podem procurar aconselhamento por qualquer uma das razões que as outras pessoas. Além disso, podem procurar ajuda psicológica para assumirem ou para lidar com o preconceito, a discriminação e a violência. Há, também, casos de bissexuais que estão infelizes com suas experiências homoeróticas: num e noutro caso, o terapeuta deve sempre investir na fixação da orientação sexual que cause maior realização e felicidade ao indivíduo.

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